Raquel Gerber, cineasta, socióloga e historiadora, começou as filmagens de ORÍ em 1977 quando trabalhava com o fotógrafo e diretor Jorge Bodanzky na Stopsom em São Paulo criando um estúdio de som independente para produções documentais em 16mm. no Brasil.
Co-produziu então com o diretor Hector Babenco os filmes O Rei da Noite e Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia, com Jorge Bodanzky Os Muckers e com Orlando Senna o longa metragem Diamante Bruto. Desde 1970 ligou-se à Cinemateca Brasileira e a Paulo Emílio Salles Gomes, vindo a trabalhar com Glauber Rocha entre 1973 e 1980 em pesquisa histórica, o que resultou em três livros sobre o Cinema Novo entre os quais: O Mito da Civilização Atlântica, Gláuber Rocha, Cinema, Política e a Estética do Inconsciente (tese apresentada na USP e na Universidade de Toulouse –Le Mirail, na França em 1982, junto ao Laboratório Identidades Coletivas.
Entre 1970 e 1980 fez crítica de cinema e ensaio para revistas e jornais nacionais e estrangeiros como Argumento, Ensaios de Opinião, Filme e Cultura, Suplemento Cultural de O Estado de São Paulo, Cadernos do 3º mundo e Revista Autrement.
