Desde 1977 documentou a vida e a história de comunidades negras brasileiras. Para realizar o documentário ORÍ trabalhou junto a importantes africanistas brasileiros e Naná Vasconcelos, percussionista brasileiro, na época radicado em Nova York. O seu primeiro filme Ylê Xoroquê (1981) em 16mm foi muito polêmico entre os movimentos negros no Brasil. ORÍ, (1989, 91 min., 35 mm) é o resultado de 11 anos de produção e filmagens no Brasil e na África junto a pesquisadores e historiadores e comunidades negras brasileiras.
Raquel Gerber foi membro do Centro de Estudos de Sociologia da Arte da USP e do movimento Women in Film International com sede em Los Angeles. Também atuou como membro junto à Zebra Network (criada pela C.E.E. para as relações audiovisuais norte-sul).
Ainda realizou em co-direção com Cristina Amaral, o filme ABÁ (curta metragem de 4’5’’, 1992, 16mm) sobre a religião e a cosmogonia africanas.
É membro colaborador do I.P.N. (Institut des Peuples Noirs), criado em 1990 em Burkina Faso, Ouagadougou, África Ocidental junto ao P.N.U.D. (Nações Unidas).
